A “criança” entregue a si mesma

A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.
Provérbios 29:15

 É fácil ler o verso acima e pensar na educação de uma criança, é óbvio e ululante que uma criança precisa de alguém que se responsabilize por ela, por ensiná-la o caminho pelo qual deva andar. O difícil aparece quando a gente “cresce” e acha que diante de Deus, somos muito maiores que crianças. Se Deus é Deus e assim creio de todo o meu coração, não há chances de ser, ou viver independente Dele, sendo assim, concluo rapidamente que também preciso seguir o conselho bíblico de não ser uma criança entregue a mim mesmo.
Com o passar do tempo, lembramos da vara e da repreensão como recordações da infância. Lembramos quando apanhamos da nossa mãe porque mexemos onde não devíamos, quando desobedecemos, quando quebramos o quadro jogando bola dentro de casa (eu). Mas, a realidade é outra, bem mais próxima de nós. A vara e a repreensão ainda estão presentes, situações da vida, circunstâncias que nos sobrevém como francas repreensões para que nós não sejamos crianças entregues a nós mesmos.
  Quero estar nos braços do Pai, quero ouvi-lo, continuo tendo medo do escuro, ainda me desespero quando não vejo o meu Pai por perto, ainda chamo por Ele, quando os mais valentes do bairro me perseguem. Quero a sabedoria do Mestre.
Sem Ele jamais,
André Luiz
Lisboa, 25/11/17

Alfabetização

Minha filha mais nova foi alfabetizada. Teve direito à festa e tudo (linda celebração diga-se de passagem). Chorei. Parece óbvio, mas não foi simplesmente por ser a minha filha caçula, aliás ainda vem muito mais por aí, é apenas o começo.

  Chorei, porque discerni a importância de uma pessoa saber ler e escrever. Com apenas seis anos (uns com mais e outros com até menos), recebemos chaves poderosas, capazes de abrir muitas e muitas portas.
  Chorei quando citaram o gênio Paulo Freire (que tanta gente insiste em tentar ofuscar). Chorei porque os professores que alfabetizaram minha filha não são prestigiados muito além do que aquela noite de gala. Chorei porque muitos aprenderam a ler e se fingem de cegos ignorando essa maravilha. Outros aprenderam a escrever, mas só copiam aquilo que leem dos outros que nem sabem quem são.
   Peço à Deus que a minha filha leia e escreva muito. Leia o mundo sem preconceito, Leia e Viva, Viva e Pense, Pense e não conclua precipitadamente, mas não deixe de continuar lendo. Que ela escreva e se expresse, se expresse e encante, e nunca pare de escrever!
  Que todos nesse país leiam mais, sem se deixar enganar pelos vilões que não querem que ninguém leia.
   Mariana Filipa, leia a Bíblia e também o Jornal
   André Luiz

Nós, Nossos Filhos e o Mundo

Escolas caras não compensam o amor que deixamos de dar aos nossos filhos.

Televisão com muitas programações infantis não suprem nossa falta de atenção a eles..

Nossas muitas palavras não cobrem a ausência do olhar que expressa carinho.

Talvez estejamos esperando do Mundo o que ele nunca vai dar aos nossos filhos. Precisamos ensinar com amor e sabedoria que vão precisar filtrar o que veem e ouvem. Há muitos tons e uma infinidade de cores.

Eu fico em silêncio diante dos pais que enfrentam problemas sérios com seus filhos.

Eu me calo diante da profundidade da dor de alguns. Não confio que a televisão, as propagandas do capitalismo saberão o que é melhor para os meus filhos.

Confio em Deus. Na minha imperfeicão, rego minha família com Amor e peço a Deus sabedoria na criação deles.

Não está fácil. Por vários motivos, o pior deles, a falta de amor entre nós humanos, que toleramos algumas atrocidades e optamos esbravejar por outras.

“O verdadeiro amor lança fora todo medo”

Ainda há esperança
André Luiz

Niterói, 17/10/17